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sexta-feira, 6 de março de 2009

Mato Grosso comemora 100% da vacinação do rebanho na faixa de fronteira


Da Redação

Com a proposta de combater à Febre Aftosa e manter a sanidade do rebanho mato-grossense, representantes do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT), da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Fundo Emergencial de Febre Aftosa (Fefa), do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgaram nesta sexta-feira,(06.03),os números da etapa de vacinação de fevereiro na fronteira da Brasil e Bolívia.

A Bolívia ainda não foi reconhecida como país com área livre da aftosa sem vacinação, por isso Mato Grosso precisa manter a imunização em todos os bovinos e bubalinos de 0 a 12 meses, três vezes ao ano contra a doença nas propriedades rurais no raio de 15 Km na região de fronteira. Nessa etapa a campanha de imunização nos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade foram vacinados 47.857 cabeças em 211 propriedades. Em Cáceres 18.147 cabeças, em 238 propriedades e Porto Esperidião 15.517, em 99 propriedades.

No total foram 548 propriedades e 81.521 bovinos e bubalinos. A meta de garantir a imunização de 100% foi alcançada. Os principais beneficiados são os pequenos e médios pecuaristas da região e o Estado que mantém o título de área livre de febre aftosa com vacinação.

Segundo o presidente do Indea-MT, Decio Coutinho, o Fundo Emergencial de Febre Aftosa (Fefa) financiou todas as vacinas para os produtores desta região. O Fefa adquiriu as 83.120 mil doses da vacinas e contratou os vacinadores comunitários capacitados pelo Senar-MT . “Mato Grosso está há mais de 13 anos sem o foco da doença. Os índices excepcionais de vacinação que registramos nos últimos anos, que já ultrapassam 99% de nosso rebanho, nos habilitaram à redução de três para duas etapas. No entanto, na faixa de fronteira optamos por fazer um trabalho preventivo para não corrermos riscos por isso foi chamado de vacinação agendada”, explicou o presidente, que enalteceu o trabalho de parceria do setor privado e o governo.

Um dos principais objetivos da criação do Fundo, que completou 15 anos, é a fomentação das ações emergenciais do programa de erradicação da febre aftosa, e futuras indenizações após a erradicação da doença e suspensão da vacinação. “Esse trabalho envolve a participação de todos, dos governo federal e estadual, a iniciativa privada e principalmente do produtor rural que assimila muito bem nosso propósito. A prevenção sai mais barato que o curativo, por isso parabenizamos todos que colaboraram com esse excelente resultado naquela região”, afirmou o presidente do Fundo, Zeca D’Ávila.

De acordo com Eduardo Alves Ferreira Neto, diretor-tesoureiro da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, (Famato), o fator principal do ótimo resultado obtido é a responsabilidade do produtor. “O sucesso desse trabalho é fruto da conscientização de todos em garantir a sanidade animal do rebanho. Por isso vamos continuar trabalhando arduamente junto aos sindicatos para manter o posto de área livre de aftosa com vacinação”, concluiu.

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso é responsável pela execução do programa de erradicação da Febre Aftosa em parceria com o Fundo Emergencial de Febre Aftosa (Fefa), a Superintendência Federal de Agricultura no Estado de Mato Grosso (SFA/MT), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso, (Famato), o Sindicato das Empresas de Leilões Rurais (SNLR), e o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos Estado do Mato Grosso ( Sindifrigo).

Um dos principais objetivos da criação do fundo que completa 15 anos é a fomentação das ações emergenciais do programa de erradicação da febre aftosa, e em sua constituição prevê ações emergenciais e futuras indenizações após a erradicação da doença e suspensão da vacinação.

Participaram da entrevista coletiva concedida pelo presidente do Indea-MT, Decio Coutinho, pelo presidente do FEFA, Zeca DÁvila, Antonio Sergio Marques Lôbo, fiscal federal agropecuário, chefe do Serviço de Inspeção de Produtos Agropecuários (SIPAG), da Superintendência Federal de Agricultura no Estado de Mato Grosso, (SFA/MT), diretor tesoureiro da Famato, Eduardo Alves Ferreira Neto a diretora técnica do Indea-MT, Maria Auxiliadora P. R. Diniz e o coordenador Roberto Renato Pinheiro da Silva, da Coordenadoria de Controle das Doenças dos Animais (CCDA/Indea-MT).e José Antonio Brehm do Sindicato Rural de Jaciara-MT.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Missão da OIE vistoria ações sanitárias em MS

São Paulo, 4 - Uma equipe da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) chega amanhã em Campo Grande (MS) para avaliar as ações sanitárias implementadas em Mato Grosso do Sul, em especial nos municípios de fronteira. Essa é a primeira vez que a entidade vem ao Estado desde a recondução de status sanitário de livre de febre aftosa com vacinação, em julho do ano passado.
De Campo Grande, a primeira parada da missão será Corumbá, onde iniciará os trabalhos da Agência de Defesa Sanitária Estadual (Iagro) na sexta-feira. No dia seguinte, o grupo embarca para a Bolívia, país que tem uma grande fronteira seca com o Brasil, para no domingo seguirem para Ponta Porã. As paradas seguintes são Pedro Juan Caballero (dia 9), reunião no Iagro de Ponta Porã (dia 10) e Mundo Novo (dia 11), onde encerram os trabalhos.

O grupo é composto por oito pessoas, sendo cinco técnicos da OIE, um técnico do Ministério da Agricultura e uma intérprete. A missão será acompanhada no Estado por fiscais agropecuários da Iagro e da Superintendência Federal da Agricultura.

Conforme o chefe do serviço de sanidade agropecuária da Superintendência Federal da Agricultura, Elvio Cazola, o Brasil trabalhou para atender todas as ações recomendadas pelo órgão internacional. "Acreditamos que os técnicos vão aprovar a evolução sanitária estadual, a exemplo das últimas missões que recebemos", disse em nota Cazola, referindo-se às duas missões da União Europeia que estiveram no Estado em janeiro.

O diretor-presidente da Iagro, Roberto Bacha, também acredita que o desempenho do Estado na avaliação será satisfatório, "pois a sanidade animal estadual vem sendo intensivamente trabalhada e fiscalizada". Assim como Bacha, a secretária da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, também deve integrar o grupo que acompanha a missão no Estado. (Alexandre Inacio)

Uema inaugura Laboratório de Organismos Aquáticos

SÃO LUÍS - A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) inaugura na próxima segunda-feira (9), às 10h, o Laboratório de Pesca, Biodiversidade e Dinâmica Populacional de Peixes, vinculado ao curso de Ciências Biológicas do Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais (Cecen).

Este novo espaço de pesquisa tem como objetivo estudar todas as espécies de peixes, crustáceos e moluscos do litoral maranhense.

O Laboratório poderá ser utilizado por qualquer aluno que deseja desenvolver pesquisas na área da pesca e da diversidade biológica aquática.

Fonte: Ascom Uema

quarta-feira, 4 de março de 2009

Vacinação contra aftosa será antecipada na ZAV


Portaria da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) desta quarta-feira antecipa e aumenta duas etapas de vacinação contra febre aftosa na ZAV (Zona de Alta Vigilância) de Mato Grosso do Sul.

A segunda etapa de vacinação, que começava em 1º de maio foi antecipada para 1º de abril e vai até 15 de maio, abrangendo de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade. A terceira etapa foi antecipada de novembro para 1º de outubro e segue até 15 de novembro.

Nesta região a vacinação de animais é feita com agulha oficial, ou seja, pelos técnicos da Iagro. A ZAV compreende os municípios de Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Paranhos, Ponta Porá, Porto Murtinho e Sete Quedas, na fronteira com o Paraguai. Na fronteira com a Bolívia estão Ladário e Corumbá.

Sanidade - São Valério recebe curso sobre Brucelose

A Adapec – Agência de Defesa Agropecuária do Estado - realiza nestas quarta e quinta-feira, dias 04 e 05, respectivamente, no munícipio de São Valério da Natividade, região Sudeste do Estado, a 290 km da capital, mais um Curso de Manejo e Aplicação de Vacina Contra Brucelose. A ação visa à capacitação de vacinadores, a fim de atender a demanda que existe no Estado.

O treinamento será ministrado pelos médicos veterinários da Adapec, Jorge Antônio Silva França e Deuzineide Sousa Fonseca Rosilho que abordarão assuntos sobre manejo e aplicação adequados da vacina. A parte teórica será ministrada nesta quarta-feira, a partir das 8h30, no Centro Cultural da cidade e a aula prática na quinta-feira, na Fazenda Santa Lídia, propriedade localizada a 18 km do município de São Valério.

“Como a vacinação contra a brucelose é obrigatória e só pode ser realizada por médico veterinário cadastrado na Adapec ou por um auxiliar de vacinação capacitado sob a responsabilidade desse profissional, nos preocupamos em capacitar pessoal suficiente para atender a demanda”, disse o presidente da Adapec, Humberto Camêlo.



Doença
A brucelose, que também é conhecida como febre de Malta, é uma doença infecciosa causada pelas bactérias do gênero Brucella. A infecção pode ocorrer por contato direto com animais infectados ou pelo consumo do seu leite e derivados não-pasteurizados. “Além disso, a contaminação pode se dar através da vacina, visto que a mesma é manipulada e produzida com a própria bactéria, por isso, a necessidade de realizar cursos onde seja apresentado o manejo e a correta aplicação da mesma”, comenta Jorge.

A pasteurização do leite é eficaz na destruição das bactérias, mas a melhor forma de prevenção é o tratamento das infecções nos animais, ou a sua eliminação e destruição. A enfermidade provoca queda da produção animal e deixa os produtos da pecuária vulneráveis às barreiras sanitárias, diminuindo a competitividade no mercado externo.

Atualmente, no Tocantins, 353 médicos veterinários da iniciativa privada estão cadastrados para fazer a vacinação e 92 estão habilitados para fazer o exame da brucelose.

A vacina é ministrada em dose única e deve ser aplicada obrigatoriamente em fêmeas bovinas e bubalinas, com idade entre três e oito meses. As bezerras imunizadas devem ter marcadas na face esquerda, a letra V juntamente com o numeral correspondente ao ano da vacinação. Após a imunização, o proprietário do animal recebe um certificado de vacinação sem o qual fica impedido de retirar a GTA – Guia de Trânsito Animal.



(Com informações da Ascom Adapec)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

AVALIAÇÃO DE CUSTO PARA PARA ENGORDA DE GADO DE CORTE

Avaliação de custos 20.02.2009


É hora é de comprar o boi magro para a engorda, mas criadores sul-mato-grossenses fazem as contas para saber se a atividade compensa.


A chuva voltou e a pastagem está no ponto. A hora é de comprar o boi magro para a engorda. Em Mato Grosso do Sul, os criadores fazem as contas para saber se a atividade, este ano, compensa.
O lote com 175 animais chegou à propriedade do criador Pedro de Almeida, em Ribas do Rio Pardo, município a 70 quilômetros de Campo Grande, há duas semanas. Os peões fazem um rodízio de pasto a cada sete dias para alimentação do gado.
O pecuarista pagou por animal R$ 950. O boi estará pronto para o abate em pelo menos seis meses. Mas pode ficar mais tempo no pasto. Até lá, seu Pedro quer avaliar o mercado.
“Eu não sei como o mercado vai se ajustar. Ele pode subir. Se subir, ainda vou ganhar um pouco. Como também pode baixar. Daí, o prejuízo será maior”, disse seu Pedro.
Para saber se o pecuarista que está investindo na engorda faz um bom negócio, a equipe de reportagem levou o valor pago pelo boi magro pelo seu Pedro para o pesquisador Armindo Kichel, da Embrapa Gado de Corte. Ele acompanha o mercado há 20 anos e fez as contas.
O cálculo foi feito para cada boi magro entre 24 e 36 meses, como peso médio de 420 quilos. O criador pagou R$ 950 por animal. Para engordar o boi durante seis meses ele vai gastar, contando pasto, sal mineral, medicamentos e mão-de-obra, o total de R$ 113. O custo ao final do período será de R$ 1.063,00 por animal, ou o equivalente a R$ 65 por arroba. Ao preço praticado hoje em Mato Grosso do Sul, de R$ 75 a arroba, o criador teria uma sobra de R$ 10 por arroba.
O pesquisador alerta que para ter lucro é preciso que o pasto esteja em boas condições. “Para a engorda temos que trabalhar com pastagem de boa qualidade; buscar as forrageiras que tenham maior valor nutritivo, para que o animal tenha um bom ganho de peso na engorda; uma boa oferta de forragem durante todos os dias do ano e suplementando quando as forrageiras caem seu valor nutritivo”, explicou Kichel.
No escritório de compra e venda de bois em Campo Grande os olhares estão atentos. O corretor de gado Carlos Tavares contou que o preço do boi magro está 20% acima do valor de fevereiro de 2008, mas que o volume de vendas caiu na mesma proporção. Ele espera que com as chuvas o pecuarista se anime e coloque mais animas no pasto.

www.globo.com/globorural

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Pavimentação da Sul Fronteira garante desenvolvimento e sanidade

Com o início da pavimentação da rodovia Sul Fronteira, oficializada esta semana pela Secretaria de Obras e Transportes, uma nova perspectiva de desenvolvimento produtivo e sanidade animal se abre para os municípios de fronteira com o Paraguai.

A rodovia faz parte de um amplo projeto que pretende aliar integração econômica, cultural e social e fomentar a diversificação da economia nos municípios de Mato Grosso do Sul que fazem linha de fronteira com o Paraguai.

Paralelamente a implantação da estrada, será incentivada a silvicultura (plantação de florestas para exploração vegetal ou replantio de áreas degradadas) em toda a faixa de fronteira, garantindo a defesa sanitária animal dos municípios que há três anos sofreram com os impactos dos focos de febre aftosa.

Esta floresta, que será implantada em toda a fronteira, servirá como uma barreira vegetal com largura média de 15 quilômetros, formando um maciço verde com área de 340 mil hectares, possibilitando a instalação de indústrias específicas para a exploração da nova cultura.

A diversificação da economia também depende de logística. A Sul Fronteira terá a missão de interligar a produção local (baseada na agricultura familiar e na criação de gado) com o acesso à hidrovia Tietê – Paraná. Impulso para o desenvolvimento regional.

A obra

O governo do Estado oficializou o início da obra de pavimentação asfáltica da rodovia MS-165, no trecho que liga o distrito de Sanga Puitã (distrito de Ponta Porã) a Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai.

Já estão sendo liberados pelo governo estadual os R$ 72.049.863,10 necessários para a pavimentação dos 83 quilômetros iniciais do Projeto Sul Fronteira. A obra deve ficar pronta em 720 dias (cerca de dois anos).

A pavimentação do trecho faz parte da primeira etapa do Projeto Sul Fronteira, que prevê a implantação e pavimentação das rodovias MS-299 e MS-165, desde Sete Quedas até Sanga Puitã (Ponta Porã), numa extensão de 227 quilômetros. O investimento chega a R$ 175 milhões.

A segunda etapa trata da implantação e pavimentação da MS-299, entre Sete Quedas e a divisa MS/PR, numa extensão de 110 quilômetros. Os investimentos para este trecho chegam a R$ 85 milhões.

Para o governo, é uma obra estratégica. “É uma estrada que permeia toda a área fronteiriça com o Paraguai, desde Sanga Puitã, passando por Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e segue até Mundo Novo”, explica o governador André Puccinelli.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Servidores do Indea decidem suspender a paralisação

Depois de duas reuniões entre representantes do Governo do Estado e do Sindicato do Sistema Agrícola, Agrário e Pecuário de Mato Grosso (Sintap), realizadas na Casa Civil, os servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) decidiram nesta quarta-feira (19.11) pelo fim da paralisação iniciada há dois dias. Assim que o Governo do Estado teve conhecimento da intenção dos servidores pelo movimento de greve, a Casa Civil iniciou o processo de negociações entre SAD, SEDER e representantes da categoria.

Entre os pontos debatidos ficou acertado entre as partes - conforme publicação no Diário Oficial de hoje - que o cálculo do processo dos servidores será refeito e corrigido pela Secretaria de Estado e Administração (SAD/MT) e, mesmo havendo possibilidade de recurso, a categoria pode discutir uma nova tabela para os servidores do Indea/MT. Ainda na pauta de reivindicações estava a não aplicação de cortes de ponto pelos dois dias de greve e tampouco a retaliação daqueles servidores que fizeram parte da manifestação.

O Governo do Estado atendeu as solicitações e em contrapartida o sindicato assumiu a responsabilidade de definir a nova tabela para compor o Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), pois, só assim, o projeto será enviado para apreciação da Assembléia Legislativa. “Mesmo sendo ponto facultativo na sexta-feira (21.11) os servidores se mostraram sensíveis e trabalharão nesse dia nos serviços de urgência para atender a classe produtora do Estado”, ressaltou o secretário-adjunto da Casa Civil, Francisco de Assis da Silva Lopes, que também esteve à frente das negociações com a categoria.

PRODUÇÃO E CULTIVO DA MANGABA, EM SERGIPE, SERÃO MOSTRADOS NESTE DOMINGO NO GLOBO RURAL

O programa Globo Rural da Rede Globo apresenta neste domingo (23) reportagem sobre a cultura da mangaba em Sergipe, a partir das 8h (horário de Brasília). A repórter Helen Martins esteve no estado em fevereiro passado e, durante quatro dias, entrevistou pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros, agricultores, empresários e catadoras de mangaba.

Na Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju) ela gravou com a pesquisadora Ana da Silva Lédo sobre a multiplicação de mangaba no laboratório de Cultura de Tecidos de Plantas. Já com o pesquisador do convênio Embrapa/Emdagro, Raul Dantas, a repórter abordou os aspectos técnicos do cultivo da mangaba.

A maior parte das gravações ocorreu no Pontal, povoado de Indiaroba (SE), onde as catadoras de mangaba mostraram como é a rotina do trabalho e a necessidade de ir cada dia mais longe para encontrar a fruta. Na comunidade, a analista da Embrapa Tabuleiros Costeiros Raquel Fernandes falou sobre as pesquisas que a Unidade - em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental, Universidade Federal do Pará, Universidade Federal de Sergipe, Incra-SE e Adema-SE - vem desenvolvendo no sentido de preservar a atividade extrativista e fortalecer a organização das catadoras.

Em Sergipe existem cerca de 5 mil catadoras de mangaba. Em 2006, as catadoras criaram o Movimento das Catadoras de Mangaba. A mangabeira é uma das fruteiras nativas brasileiras cujas populações naturais estão ameaçadas de desaparecimento, não somente no Nordeste, mas também em outras regiões onde ocorre. A conservação das áreas de ocorrência e dos seus recursos genéticos, sob risco de extinção, se reveste de extrema importância para a sobrevivência e aproveitamento da cultura. A mangaba é uma das frutas mais saboreadas no Nordeste

Projeto em rede apresenta novas tecnologias para a pecuária da Amazônia

Há três anos um projeto desenvolvido em rede pelas unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) da região Norte, com recursos do Banco da Amazônia, vem buscando alternativas para tornar a atividade pecuária mais sustentável e produtiva. Os resultados desta pesquisa serão apresentados e discutidos durante o Workshop Sistemas Pecuários Sustentáveis em Áreas Alteradas da Amazônia, realizado na sede da Embrapa Acre (Rio Branco), no período de 18 a 21 de novembro.

Participam do evento pesquisadores da Embrapa do Acre, Rondônia, Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, técnicos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre, além de representantes de diversas instituições de fomento à pesquisa e ligadas ao setor produtivo local. Hoje, dia 20, os pesquisadores visitam as áreas de produção das Fazendas Sinuelo, Cipoal e Guaxupé para conhecer tecnologias geradas no âmbito do projeto e que vêm sendo testadas por produtores do Acre.

Durante o encontro será avaliada a atuação das diversas unidades no desenvolvimento de pesquisas e no processo de transferência de tecnologias para a pecuária amazônica. Segundo o pesquisador Judson Valentim, líder do projeto, com base nas demandas estruturais e prioridades de pesquisa de cada Estado será formatado um novo projeto, envolvendo a participação dos governos amazônicos. A criação de uma nova rede virtual de pesquisa tem como objetivo a geração de tecnologias de maior impacto nos sistemas pecuários desenvolvidos em áreas desmatadas da Amazônia Legal.

De acordo com Valentim, as grandes distâncias geográficas dificultam a interação entre as Unidades de pesquisa da Amazônia. "O evento possibilitará maior aproximação entre as equipes de pesquisadores dos diversos Estados, contribuindo para um trabalho mais efetivo e integrado", explica.

RESULTADOS DO PROJETO

A pecuária é a principal atividade econômica da Amazônia, com cerca de 200 milhões de hectares de pastagens plantadas. Cerca de 50% se encontram em médio e elevado processo de degradação, com reflexos na produtividade e prejuízos para o produtor. Entre os principais resultados do projeto está o desenvolvimento de novas variedades de gramíneas e a definição de coeficientes técnicos para os diferentes sistemas pecuários da região. Além disso, a pesquisa identificou os impactos econômicos, sociais e ambientais destes sistemas.

Em termos de Acre, a pesquisa rendeu, entre outras novidades tecnológicas, duas variedades de capim: Tangola e Estrela Africana, mais produtivas e melhor adaptadas às condições ambientais do Estado. Também foi desenvolvida uma cultivar de amendoim forrageiro, com elevada produção de sementes. O lançamento destas tecnologias está previsto para meados de 2009.

O amendoim forrageiro é uma leguminosa com alta capacidade de fixação de nitrogênio e elevado valor nutritivo. Largamente utilizada em consorciação com gramíneas, reduz a necessidade de adubação do solo e contribui para o desempenho produtivo do rebanho, com maiores ganhos para o produtor. No Brasil, a multiplicação da principal cultivar desta forrageira, a Belmonte, ocorre por meio da produção de mudas, processo trabalhoso e oneroso para o produtor.

Para o pesquisador Carlos Maurício Andrade, responsável por um dos planos de ação do projeto e coordenador do evento, o desenvolvimento de um sistema de produção de sementes de amendoim forrageiro viabilizará a oferta da tecnologia ao mercado consumidor, com menores custos. Isto vai facilitar a sua adoção pelos produtores e contribuir para o aumento da produtividade dos rebanhos e recuperação de pastagens degradadas na região.

MAIS INFORMAÇÕES

Carlos Maurício S. Andrade
Pesquisador da Embrapa Acre
Telefone: (68) 3212-3237

FONTE

Embrapa Acre
Diva Gonçalves - Jornalista
Telefone: (68) 3212-3272

CE cresceu 6,2% no trimestre

O PIB do Ceará teve uma expansão de 6,23% no terceiro trimestre, influenciada sobretudo pela agropecuária

Puxada pela agropecuária, a economia cearense cresceu 6,23% no terceiro trimestre. Apesar de sua fraca participação no PIB (Produto Interno Bruto) — apenas 7%, o setor teve um avanço de 28,93%, graças ao bom inverno visto no Estado. No acumulado do ano, a economia tem expansão de 6,02%. Os números foram divulgados ontem pelo Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará).

´Tivemos uma safra com boa produção nas culturas de milho, feijão e arroz, que são expressivas para nossa economia´, comentou o economista Marcos Holanda, diretor geral do Ipece. A safra de 1,13 milhão de toneladas foi 97,4% superior a de 2007. Além disso, afirmou, começaram a aparecer os primeiros resultados da fruticultura e houve melhoramentos nas técnicas e genéticas da produção de leite.

Segundo ele, esses resultados, que dizem respeito aos meses de julho, agosto e setembro, ainda não refletem efeitos da crise internacional, que apenas estava em fase embrionária nesse período. Entretanto, acredita que haja algum impacto no último trimestre.

´Nada muito grave, 2008 já está garantido´, ressalvou. O Ipece trabalha com a projeção de alta de 5,4% no PIB estadual. Caso se confirme, o PIB ficará acima do registrado em 2007, de 4,1%. Nesse ano, a economia nacional teve um melhor desempenho e aumentou 4,7%. Em 2008, porém, Marcos Holanda crê que o crescimento do Estado seja um pouco superior ao do Brasil.

Em 2006, conforme divulgou o IBGE, a economia cearense foi a que mais cresceu no País, com expansão de 8%, em condições semelhantes a que está sendo observada ao longo do ano: maior desempenho da agropecuária, influenciada por uma safra recorde.

Desempenho da indústria

Depois da agropecuária, o segundo maior crescimento no trimestre aconteceu na indústria, cujo peso na formação do PIB cearense é de 24%. Com exceção da atividade extrativa mineral, que teve uma queda de 14,47%, os demais segmentos tiveram resultados positivos, sendo o melhor na construção civil (6,57%).

Esse segmento, no entanto, teve uma leve desaceleração sobre o segundo semestre do ano, quando teve alta de 8,97%, e deve sentir no quarto trimestre a falta de crédito em conseqüência da crise financeira internacional.

A indústria de transformação teve um avanço de 4,91%. De acordo com o Ipece, os segmentos de alimentos e bebidas, produtos químicos, metalurgia básica e produtos de metal (inclusive máquinas e equipamentos) estão entre os que puxaram esse resultado e já refletem a produção acelerada para atender às encomendas de Natal feitas pelo comércio.

Além do mercado interno favorável, as vendas para o exterior também foram ressaltadas pelo Ipece como um componente para o bom desempenho da indústria de transformação. Até setembro, as exportações cearenses somavam US$ 965,7 milhões. As importações, em montante superior a US$ 1,16 milhão, também são vistas como positivas. ´São insumos, matéria-prima. Problema seria se fossem bens para consumo´, avaliou Holanda.

Serviços têm peso maior

O setor de maior participação (69%) no PIB cearense, o de serviços, cresceu 4,31%. Esse desempenho foi resultado, sobretudo, pelo comércio (com alta de 10,91%) e alojamento e alimentação (11,34%). Esses dois segmentos, acrescentou o economista, são influenciados pelo desempenho do turismo. ´Acredito que a alta do dólar (que estimula o turismo interno) deve compensar em parte os efeitos da crise no quarto trimestre (alta estação)´, disse Marcos Holanda.

Para enfrentar a crise

Para 2009, o diretor do Ipece destaca a importância do papel do Estado para minorar os efeitos da crise internacional: ´Vão ser fundamentais os investimentos públicos em infra-estrutura´. Segundo ele, o nível de poupança do Ceará, aliado ao baixo endividamento, permitem uma política fiscal que o diferencia de outros Estados. Como não gastou muito em 2007 e 2008, poderá fazer isso no próximo ano, ´quando a economia mais precisa´. Além disso, Marcos Holanda informou que já estão garantidos cerca de US$ 240 milhões em recursos de empréstimos com o Banco Mundial e quase o dobro disso oriundo do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Como foram acordados em dólar, em reais valem ainda mais neste momento, em que a moeda norte-americana está supervalorizada. ´A situação de crise é muito pior onde o poder público não pode agir´.

MÔNICA LUCAS
Repórter

Porteirinha forma técnico em meio ambiente

21/11/2008 - 14h30m
Da Ascom/Prefeitura

Porteirinha recebe mais um curso pela Etec-Brasil: Técnico em Meio Ambiente. Uma área em que cresce a cada dia a procura por profissionais capacitados. A instituição de ensino responsável é o Centro Federal de Educação Tecnológica de Rio Pomba – CEFETRP.

Mais de 100 jovens de Porteirinha, em sua maioria da zona rural, já estão fazendo os cursos de Gestão Pública e Segurança no Trabalho. No dia 29 de novembro, quase 500 passarão pela seleção para Técnico em turismo e Agropecuária. Todos estes cursos são inteiramente gratuitos e contam com tutoria presencial e a distância, com duração média de um a dois anos, oferecidos em pólos de apoio presencial, que em Porteirinha funcionam no prédio do CVT.

CIDADES

Além de Porteirinha, apenas mais duas cidades de Minas foram contempladas com o curso de Meio Ambiente: Alfenas e Cataguases. Isso graças ao trabalho do prefeito Alonso Reis, que conseguiu trazer a Etec-Brasil para o município e estender os cursos técnicos oferecidos no Centro Vocacional Tecnológico. “Me sinto feliz e realizado em ter transformado Porteirinha num pólo de ensino técnico e de formação profissional. Os investimentos que fiz em educação tornaram-se num legado para o povo deste lugar.” Comenta Alonso.

PROFISSÃO

O técnico em meio ambiente estará apto a atuar em empresas privadas ou em órgãos públicos, com a finalidade de planejar, executar, avaliar e acompanhar projetos, programas e políticas ambientais, a fim de consolidar o desenvolvimento sustentável do local. Suas competências e habilidades garantem espaço no mercado de trabalho.

SERVIÇO

As inscrições encerram-se no dia 12 de dezembro e podem ser feitas no CVT de Porteirinha ou no site do CEFET de Rio Pomba www.cefetrp.edu.br.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Briga entre produção e meio ambiente é um desastre para o Brasil, diz Moreira Mendes

A Câmara dos Deputados, através das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realizaram ontem(18), um dos mais importantes debates em torno da ocupação e distribuição de terras no Brasil.

A audiência, proposta pelo deputado Moreira Mendes (PPS-RO), tratou sobre as restrições das leis ambientais e indigenistas à ocupação econômica do território nacional, e teve como convidados o pesquisador Evaristo Eduardo de Miranda, chefe do serviço de monitoramento por satélite da Embrapa, e o assessor jurídico do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), André Lima.



Moreira Mendes elogiou a explanação feita pelo pesquisador Evaristo Miranda, ressaltando o caráter científico da pesquisa da Embrapa e sua contribuição para o País. “Foi um debate extremamente positivo, porque veio desmistificar e colocar a questão a limpo”, frisou. Por outro lado, o deputado lamentou a situação atual de conflito iminente entre o setor produtivo e os ambientalistas, lembrando que a briga entre os dois setores é um desastre para o Brasil. “É preciso tratar as questões agrária e ambiental com responsabilidade. Não podemos ficar só olhando para o meio ambiente da Amazônia”, enfatizou.


O deputado aproveitou para cobrar do governo federal que respeite o zoneamento socioeconômico e ambiental aprovado pelos estados. Citando o caso de Rondônia, Moreira disse que não há manejo florestal no estado porque o governo federal não permite. Ao fazer um desabafo sobre a triste situação vivida pelos produtores rondonienses, devido à rigorosa ação fiscalizatória do governo, Moreira alertou para a instalação do terror no campo. “Estamos caminhando para um confronto. Porque vai chegar o dia em que os produtores vão deixar a produção. E qual o compromisso dessas ONGs com a produção de alimentos no Brasil?”, questionou.



Para o parlamentar rondoniense, o Congresso Nacional tem que chamar para si a responsabilidade de rever a legislação ambiental. “Não é possível continuarmos dessa forma, massacrando o produtor rural”, protestou.



Demandas



Evaristo Miranda apontou que a demanda agrária no Brasil é de 2 milhões e 900 mil quilômetros quadrados de área. Com reserva legal, esse número passa da casa dos 3 milhões de quilômetros quadrados. Em termos legais, apenas 25% do país seria passível de ocupação agrícola, já que cerca de 75% do território está legalmente destinado a minorias e a proteção e preservação ambiental. A demanda total por terras (para restauração e conservação ambiental, criação de reservas indígenas, áreas quilombolas e expansão agrícola, etc) é de quase 6 milhões e 500 mil quilômetros quadrados, área equivalente à soma dos territórios da Argentina, Bolívia, Uruguai, Peru e Colômbia. “É fisicamente impossível conciliar o uso atual das terras. Este assunto tem que ser tratado com responsabilidade. Não há consenso, temos que achar soluções negociadas”, sugeriu.

A crise econômica, meio ambiente e trabalho escravo

Há pelo menos um efeito colateral “positivo” nessa crise econômica desgraçada que se espreguiça dos Estados Unidos para o resto do mundo: uma redução nos danos ao meio ambiente, do trabalho escravo e da expulsão de comunidades tradicionais.

Já disse neste espaço outras vezes que a Chicago Board of Trade, uma das maiores bolsas de mercadorias do mundo, tem mais “poder” para deter o avanço da soja sobre a Amazônia do que as políticas do Ministério do Meio Ambiente. Quando o preço mundial sobe, cresce o interesse por expansão sobre novas áreas por aqui. Se o preço cai, o inverso. Analistas já prevêem um tombo de quase 50% no preço da soja entre julho deste ano e o primeiro trimestre de 2009. Não é tão simples assim, mas é incrível como a relação direta funciona não só para o grão, mas também para outros produtos. Mesmo a indústria da carne bovina, que tem no mercado interno o seu principal comprador, também funciona com uma lógica semelhante.

Um amigo atentou para a possibilidade de que os trabalhadores temporários desses setores migrem para atividades mais danosas ao meio ambiente e a si próprios, como a produção de carvão ou exploração de madeira ilegal. Segundo ele, haveria escassez de postos de trabalho (já de má qualidade, diga-se de passagem), o que geraria esse êxodo para uma situação pior. Mas os indícios mostram que não haverá um pique nesse sentido, uma vez que as vendas internacionais e as cotações de produtos do setor siderúrgico também estão em queda. Ou seja, comprarão menos carvão vegetal produzido na Amazônia, uma de suas matérias-primas, que também é um dos principais vetores de superexploração do trabalho. Além disso, a construção civil nacional reduziu seu ritmo de expansão – e é ela um dos principais consumidores de madeira de desmatamento ilegal da Amazônia.

Não estou torcendo para o mundo ir para o buraco. Esse pensamento do “quanto pior, melhor” (usado, muitas vezes, tanto pelo PSDB quanto pelo PT quando fora do poder) é de uma completa irresponsabilidade. Lendo o noticiário da crise, percebe-se que especialistas adoram números, mas esquecem de pessoas de carne e osso, que podem perder, e muito, com ela.

Mas é importante mostrar que a crise deve arrefecer um pouco o rolo compressor do capital sobre a Amazônia e o Cerrado e, por conseguinte, diminuir o ritmo de desmatamento ilegal, de trabalho escravo, de expulsão de comunidades tradicionais. Estar atento a isso é importante para que possamos desenvolver ações para mudar o modelo de desenvolvimento predatório, que engole a gente e o seu meio. Ou seja, este é um bom momento para perceber essas relações negativas e planejar outros rumos, mais racionais e mais humanos.

Ao mesmo tempo, o governo federal deveria aproveitar esse momento e gastar dinheiro. Não em bancos e empresas que privativam lucros e socializam perdas, mas em uma reforma agrária real e decente e na geração de empregos e renda em regiões mais pobres. Estimular economias locais, indo além de políticas de transferência de renda, que têm um alcance limitado. Garantindo que aqueles que derrubariam a floresta, limpariam pastos ou produziriam carvão não fiquem sem emprego com essa crise e com as outras que virão.

O significado original da palavra crise não é “problema” e sim “mudança”. Que aproveitemos essa nuvem escura que se avizinha para arar melhor a terra par as próximas gerações. E não comprar guarda-chuvas.

Ouro Branco pelo Meio Ambiente


Um dos grandes desafios desse milênio é a preservação dos recursos naturais. A cidade vive uma fase de desenvolvimento econômico, mas já pratica e apóia ações de sustentabilidade. Durante a VIII Feira de Cultura Ambiental, na E.M. Maria Auxiliadora Tôrres, a população pôde acompanhar trabalhos e projetos implantados por empresas, associações e escolas da rede municipal, estadual e particulares. O tema da mostra deste ano foi “Agenda 21”: Agir localmente e pensar globalmente. Na rede municipal, a “Agenda 21” foi implantada no currículo em 2007.

Os projetos apresentados vão de soluções simples até ações mais elaboradas. São iniciativas como a da E.M. Antonio Mateus Rafael, comunidade de Campo Grande, que fez os alunos pesquisarem a situação do lixo na comunidade e como é feita a coleta. Os alunos aprenderam a não queimar os resíduos, a separar o que pode ser reciclado e reaproveitar mais os alimentos. Assim, eles apresentaram artesanato feito com jornal e papel, além de receitas feitas com casca de frutas. E quem apresentou a pesquisa e os objetos foram os próprios alunos.

Em Itatiaia, a Educação Ambiental virou alternativa de renda. A idéia de reciclar e dar nova utilidade aos objetos descartados foi levada a sério. Os alunos do Projeto Educação Integrada da E.M. Reinaldo Alves de Britto reúnem folhas e sementes que encontram na comunidade e decoram livros, blocos de anotação, agendas em papel reciclado ou objetos decorativos, feitos em madeira. As peças são vendidas para manter o projeto.

Dos curiosos, estava o fogão solar, apresentado pelos alunos da E.M. Raymundo Campos, de Olaria. O objeto feito em papelão, papel alumínio, espelho e vidro, é capaz de cozinhar utilizando somente a energia do sol, o que traz mais economia no gás e acaba com a emissão de gases poluentes. Na E.M. Maria Zita, no Luzia Augusta, um projeto de sala de aula acabou envolvendo toda a equipe da escola. A professora Luciane das Graças Vieira Amaral implantou no 4º ano o projeto Horta e Jardim, com a proposta de ensinar ás crianças a utilizar o lixo orgânico.

Os alunos estudaram todo o processo de produção de adubo orgânico, passaram a cuidar da área verde da escola e criaram uma horta. Hoje, eles acompanham o crescimento das plantas e ajudam a manter os espaços. Acabaram por envolver o jardineiro, as cantineiras e a equipe pedagógica. “A idéia inicial era conscientizar as crianças e conseguimos reduzir a produção de lixo da escola. Eles aprendem e levam pra casa. E assim ajudamos o planeta”, comentou Luciane.

Nas discussões do evento, a preocupação com a destinação do lixo da cidade, a importância de apoiar a ação dos catadores, como colocar em prática a teoria da Educação ambiental, a poluição sonora e o cuidado com o Patrimônio como forma de preservação, estiveram na pauta. Para os apicultores de Ouro Branco, foi oferecida uma oficina exclusiva, mostrando os cuidados para preservar as espécies de abelhas e como aproveitar melhor todos os recursos oferecidos.

Durante todo dia, foram apresentadas ações de preservação, projetos de educação ambiental, soluções sustentáveis de renda. Isso mostra que em Ouro Branco, as escolas já se preparam para formar alunos mais conscientes e cidadãos que respeitam o meio ambiente. A VIII Feira de Cultura Ambiental de Ouro Branco é uma parceria da Prefeitura de Ouro Branco, Gerdau Açominas, UFSJ, Copasa e Projeto Germinar.


JOVENS COM CONSCIÊNCIA
O slogan e o desenho que enfeitam os convites e as peças gráficas da Feira foram feitos por alunas das escolas municipais. Amanda Florysa do Nascimento Santos, 9º ano da E.M. Raymundo Campos, em Olaria venceu o Concurso de frases e ganhou uma bolsa de estudos na Compway, por criar o slogan: Penso no meu futuro, preservo, não poluo. Ana Paula Barbosa Fonseca, do 5º ano da E.M. Geraldo Marino foi quem fez o melhor desenho dentro do tema Agir localmente e pensar globalmente e recebeu uma bolsa do curso de inglês Fisk. As alunas foram premiadas durante a Feira. O concurso acontece anualmente e reúne desenhos e frases dos alunos das escolas que participam do evento. Os trabalhos são julgados pela Comissão Organizadora do evento e devem estar de acordo com o tema da mostra.

Secretaria de Meio Ambiente alerta para proibição de queimadas

Apesar do encerramento do Projeto Quadrante- programa de combate às queimadas urbanas de Cuiabá que atua no período da seca, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Osmário Forte Daltro, alerta que provocar incêndios em áreas urbanas é crime ambiental e proibido o ano inteiro. “As pessoas se confundem com o período proibitivo da zona rural, mas na cidade é crime”, afirma.

A Secretaria de Meio Ambiente fiscaliza e multa os proprietários de terrenos queimados por serem deles a responsabilidade dos cuidados com os lotes, o que inclui limpeza e manutenção. Já foram notificados 2438 terrenos, sendo 1288 por área suja e 1150 por área queimada.


O trabalho, que está sendo realizado em parceria com o Ministério Público, visa à segurança pública e à prevenção de queimadas urbanas. A Secretaria verifica os cuidados que são de responsabilidade de dono, como limpeza, construção de muro e calçada. A multa é repassada ao proprietário que, após dez dias da notificação, não atendeu as solicitações.


Segundo o secretário de Meio Ambiente, Osmário Forte Daltro, a atual gestão trabalha pela vigilância. A ação da prefeitura busca evitar que terrenos sujos e com mato estimulem a violência e se transformem em focos de incêndio, esclarece.


Os grandes terrenos pela área central da cidade e os bairros com mais lotes vazios foram os primeiros a serem fiscalizados. Somente no bairro Santa Rosa, 400 terrenos foram notificados e 140 multados. Os valores dependem da irregularidade e a multa pode variar de R$ 300,00 a mais de R$ 2 mil. As multas dos lotes que sofrem queimadas são maiores. Como é considerado crime ambiental, podem chegar a R$ 6 mil.

sábado, 11 de outubro de 2008

Santa Catarina recebe consultoria italiana

O secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Antonio Ceron, e o diretor de Sanidade e Defesa Agropecuária, Roni Barbosa, estiveram reunidos, nesta semana, com o diretor do Instituto Zooprofilático Experimental G.Caporale da Itália, Vincenzo Caporale, para cumprir mais uma etapa da consultoria interna sobre procedimentos sanitários e de legislação para produção de carne suína.

A equipe italiana chegou ao Brasil na segunda-feira (6) e permaneceu até quinta-feira (9), para visitas de cooperação técnica entre o Instituto, a Secretaria da Agricultura e o setor produtivo e industrial de carne suína. O objetivo principal deste processo de cooperação foi adequar a estrutura produtiva e o sistema de gestão de saúde animal de suínos de Santa Catarina aos procedimentos da União Européia para exportar a produção catarinense ao bloco econômico.

Segundo Roni Barbosa, o fato de Santa Catarina ter obtido a certificação internacional de Estado livre da febre aftosa sem vacinação está permitindo buscar novos mercados para a carne suína catarinense. "Funciona
como uma compensação às dificuldades para continuar exportando para a Rússia", disse.

Também participaram das reuniões e encontros durante a visita: o presidente da Cidasc, Edson Veran; o consultor técnico do Icasa, Gerson Catalan; o conselheiro executivo do Icasa, Ricardo Gouvêa; e o diretor técnico da Cidasc, Gécio Meller.

PESTE SUÍNA - Ceará barra animais do MA

O Ceará está impedindo, desde ontem, a entrada de caminhões de carga de suínos e produtos vindos de algumas regiões do Maranhão possivelmente infectados por uma peste clássica detectada no referido estado nordestino. As barreiras zoofitossanitárias do Ceará, em especial as localizadas em Tianguá e Parambu, estão em alerta devido à peste suína, registrada no município de Barra do Corda (MA).

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), responsável pela coordenação das ações de vigilância de trânsito de animais, proibiu a entrada de caminhões vindos dos municípios de Barra do Corda, Grajaú, Fernando Falcão, Jenipapo dos Vieiras, Itaipava do Grajaú, Tuntum, Joselândia, São Raimundo da Doca Bezerra, Lagoa Grande do Maranhão e São Roberto, todos do Maranhão.

A Adagri intensificará a fiscalização com a utilização de barreiras móveis nas rodovias CE 85 (Chaval-CE-Parnaíba-PI), CE 232 (Viçosa do Ceará/Cocal-PI) e CE 265 (Poranga-CE/Pedro II-PI).

De acordo com o presidente da Adagri, Edílson de Castro, é necessário controlar as cargas que chegam ao Ceará para evitar contaminação. “O poder de disseminação da doença é muito rápido, devido à comercialização. Precisamos proteger o alimento que chega a mesa do consumidor. Por isso, o controle é imposto e intensificaremos a fiscalização, evitando que animais e produtos oriundos dos locais com focos da doença cheguem ao Ceará. Uma peste como essa pode contaminar todo o Estado e as barreiras só permitirão a entrada de caminhões dessas regiões quando a Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão nos notificar sobre a eliminação do foco”.

Edílson explica que uma equipe de aproximadamente 30 técnicos estão à frente da fiscalização, 24 horas por dia, durante os próximos 20 dias: “Como o Ceará não tem fronteira com o Maranhão, antes de aqui chegarem, as cargas passam por uma fiscalização no Piauí. Mesmo com essa primeira triagem, a fiscalização precisa ser intensificada”.

A peste suína é uma doença causada pelo vírus do gênero “Pestvírus”. As principais características do animal infectado são febre, lesões hemorrágicas, presença de úlceras intestinais e retardo no crescimento, podendo levar a morte.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Defesa Agropecuária - Ministro confirma novo status do RN

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, confirmou ontem, em audiência com o deputado federal potiguar, Henrique Eduardo Alves (PMDB), que virá - ele pessoalmente ou um representante do Ministério, dependendo da agenda - no próximo domingo ao estado para anunciar a reclassificação do Rio Grande do Norte quanto ao risco da febre aftosa. Stephanes aproveitará a realização da Festa do Boi 2008 para fazer o anúncio, há tempos ansiado pelos agropecuaristas norte-rio-grandenses.

Na audiência com Henrique, Stephanes confirmou ainda que todos os trâmites exigidos foam cumpridos pelo estado e que falta agora apenas o último e mais importante passo que é justamente a edição da portaria anunciando a reclassificação. O Rio Grande do Norte deve passar de ‘‘Área de Risco Desconhecido’’ para ‘‘Área de Risco Médio’’, no rumo para obter a sonhada classificação de ‘‘Área Livre’’.

‘‘É importante destacar que a governadora Wilma de Faria cumpriu com todas as etapas, cumpriu todo o dever de casa. Ela já tinha conversado com o ministro em outra ocasião e eles pediram tempo para fiscalizar. Mas não dava mais para esperar. Estamos diante de uma festa de grande repercussão econômica para o estado e região, que é a Festa do Boi, e não dava para fazer a festa sem essa notícia’’, afirmou Henrique Alves.

exigências

O deputado afirmou que diante do apelo que lhe fez, o ministro se mostrou sensível e em seguida convocou os represetantes da área técnica para avaliar o pedido. ‘‘Ele foi correto e consultou os técnicos responsáveis, que rebateram algumas afirmações, mas no fim ele foi sensível ao meu clamor, afirmando que dava para resolver. Assumiu a causa e domingo ele, ou algum representante do ministério, vai anuciar a mudança na Festa do Boi. Isso é uma grande vitória do RN’’, afirmou.

Para Henrique, o momento para o anúncio é oportuno, tendo em vista que a Festa do Boi gera muitos negócios para a pecuária. ‘‘Muitas pessoas poderiam não comparecer à festa sob essa ameaça. E se o anúncio da alteração fosse feito depois de dez dias, por falta de agilidade, o mal estaria feito. É uma questão de boa vontade, de prioridade. A decisão de quando fazer o anúncio era política. Ele reconheceu que o estado preencheu os pré-requisitos e resolveu abreviar a demora’’, disse.

A mudança promete novas perspectivas comerciais e de expansão à atividade agropecuária potiguar, pondo fim a uma série de prejuízos que vinham sendo amargados pelo setor, entre outros motivos, porque, por estarem em área de risco desconhecido, os criadores não podem levar os animais a estados com classificação mais avançada, enfrentando barreiras que vão desde comercialização à participação em eventos, para mostrar fora do Rio Grande do Norte que o rebanho tem alta qualidade genética.


JUSSARA CORREIA
Da equipe do Diário de Natal

Defesa Agropecuária - Adagro e Vigilância Sanitária apreendem 65 kg de carne irregular no Cordeiro

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) e a Vigilância Sanitária da Prefeitura do Recife apreenderam 65 quilos de carne clandestina, na manhã desta quinta-feira (9). O produto estava no pátio em frente à feira em frente ao Mercado do Cordeiro, na Zona Oeste da cidade.

A carne estava sem certificado de origem ou inspeção, em uma das barracas. O dono do estabelecimento recebeu uma notificação e o produto apreendido deve ser incinerado no Matadouro de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR).
da redação do pe360graus.com